Polícia de Pernambuco investiga se Miguel foi jogado do 9º andar

A suspeita foi levantada com a divulgação de imagens do local de onde Miguel despencou

A investigação da morte do menino Miguel Otávio, de 5 anos, que caiu do 9º andar do edifício conhecido como “Torre Gêmeas”, no Recife, ganhou novos contornos porque a polícia passou a considerar a hipótese de que a criança tenha sido jogada. A suspeita foi levantada com a divulgação de imagens do local de onde Miguel despencou. As informações são de reportagem do site da revista Época.

A criança, que tem 1,15 metro, teria de ter escalado uma mureta de 1,20 metro, andado pelos condensadores de ar-condicionado e subido em uma grade de 1,30 metro sem ajuda de ninguém. A Polícia Civil de Pernambuco determinou nova perícia no local. 

A área de onde Miguel caiu é restrita para funcionários. A polícia vai ouvir os moradores do 9º andar e funcionários do prédio que têm as chaves da área de acesso restrito. 

A princípio, a perícia informou que a criança subiu nas grades, se desequilibrou quando uma das hastes quebrou e despencou do prédio. Agora, a polícia avisa que as investigações vão ser aprofundadas para comprovar se foi possível Miguel cair sozinho de lá, informou a Época. 

O caso que levou à morte de Miguel ocorreu enquanto o menino estava aos cuidados da patroa da mãe dele, Sarí Corte Real, no apartamento da empregadora. A mãe da criança e ex-doméstica de Sarí, Mirtes Renata Santana de Souza, de 33 anos, havia descido do prédio para passear com a cachorra de Sarí. Ao retornar, cerca de 10 minutos depois, encontrou o filho os últimos minutos de vida caído no chão. 

Miguel caiu de uma altura de 35 metros, foi levado ao hospital no carro dos patrões de Mirtes, mas não resistiu. A tragédia ocorreu no último dia 2 de junho. 

Imagens de câmeras de segurança do prédio mostram Miguel entrando no elevador e, uma primeira vez, saindo do equipamento após falar com Sarí, que fica segurando a porta enquanto tenta convencer a criança a voltar para o apartamento. Depois, as imagens mostram o menino retornando ao elevador e a patroa da mãe apertando um dos botões, deixando a criança sozinha.

Sari Côrte é mulher do prefeito da cidade de Tamandaré, em Pernambuco, Sérgio Hacker. A mulher estava com uma manicure, fazendo as unhas no apartamento, quando deixou o menino Miguel entrar sozinho no elevador.

A patroa chegou a ser presa por homicídio culposo, mas pagou fiança de R$ 20 mil e está respondendo em liberdade.

Fonte, DN

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