Como racha de aliados levou Ciro e Elmano a lados opostos na disputa pelo governo do Ceará

  • 22/08/2026
(Foto: Reprodução)
Como racha de aliados levou Ciro e Elmano a lados opostos na disputa pelo governo do Ceará A disputa para o governo do Ceará coloca em lados opostos dois candidatos que, até pouco tempo atrás, faziam parte de uma mesma aliança formada pelo PDT e o PT: Ciro Gomes e Elmano de Freitas. O grupo rachou, alguns nomes mudaram de partido e hoje são adversários. Ciro voltou ao PSDB em 2025 e Elmano segue no PT. A última pesquisa Quaest, divulgada pelo g1, mostrou que Ciro e Elmano disputam isolados o governo cearense: no cenário estimulado, aquele em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, Ciro apareceu com 43% das intenções de voto, enquanto o atual governador Elmano de Freitas apareceu com 33%. ➡️ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Até 2022, Ciro integrava o grupo político fundado em 2006 pelo irmão, o ex-governador do Ceará e atual senador Cid Gomes. A aliança era formada de um lado pelos aliados dos irmãos Ferreira Gomes, que estavam no PDT; e do outro lado pelo PT, capitaneado por Camilo Santana, então governador (e hoje, senador), que ganhou notoriedade política durante a pandemia. Há 4 anos, o grupo rachou em torno da escolha do nome que iria concorrer ao governo estadual. A briga levou ao rompimento dos irmãos Cid e Ciro, que não se falam desde então. Já nas eleições municipais de 2024, eles apoiaram nomes diferentes para a Prefeitura de Fortaleza. O cenário atual é de Ciro concorrendo a governador, tendo como vice o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União) e dois candidatos ao Senado: Capitão Wagner (União), antigo opositor do grupo, e Alcides Fernandes, deputado estadual do PL - o apoio do PL a Ciro, inclusive, foi um dos motivos da briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro, hoje reconciliados. Já Elmano concorre em uma chapa cuja candidata a vice é a atual vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar (PSD), e os dois candidatos ao Senado são Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro, e Luizianne Lins (Rede), atualmente deputada federal. A chapa foi costurada com apoio de Lula e é palanque do petista no estado. Ciro e Elmano disputam governo do Ceará em 2026 Thiago Gadelha/ SVM Para o cientista político Emanuel Farias, professor da Universidade Estadual do Ceará (Uece), o episódio, mais que um racha, marcou o fim do grupo como foi criado em 2006. "Esse grupo político não existe mais, ele foi rompido como consequência das eleições de 2022", aponta. “Uma parte do grupo que está com o Cid apoia a reeleição de Elmano, e a outra parte apoia Ciro Gomes, que enfrenta, que pede votos, na verdade, pedirá votos para dois candidatos [ao Senado] contra o Cid”. A cisão de 2022 culminou na candidatura de Ciro em 2026, com apoio de ex-adversários e campos de centro e de direita. Do outro lado, está a chapa de Elmano, na qual Cid - irmão de Ciro - é candidato à reeleição como senador. A disputa pelo governo do Ceará entre os dois grupos teve desdobramentos mais recente na Câmara dos Deputados. Na quinta (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitou o desligamento do deputado federal Mauro Benevides Filho (União Brasil-CE) da função de vice-líder do governo na Casa. Mauro é coordenador-geral do programa de governo de Ciro Gomes. Infográfico - Ciro e Elmano disputam o governo do Ceará Arte/ g1 Lados opostos em 2026 Nas eleições deste ano, Ciro Gomes formou uma coligação que, ao todo, reúne sete partidos, que vão do centro à direita. O grupo é composto pela federação PSDB-Cidadania, pela federação União Progressista (União Brasil + PP), pelo Democracia Cristã, pelo Avante e pelo PL. Apesar do apoio do PL e de lideranças bolsonaristas no estado, Ciro já declarou que não apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Nas divulgações de campanha, a imagem que prevalece é a de Ciro, sem mostrar outras figuras nacionais. Os candidatos da chapa ao Senado são o ex-deputado federal Capitão Wagner, do União Brasil, e o deputado estadual Alcides Fernandes, do PL. Já o grupo de Elmano é formado pelos partidos PSB, PDT, Podemos, Mobiliza, Republicanos, MDB, Federação Renovação Solidária (dos partidos PRD e Solidariedade), Federação PSOL-Rede e a Federação Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV). Elmano lançou uma campanha baseada no alinhamento com o governo federal e aliança com o presidente Lula (PT), também candidato à reeleição. A figura de Lula aparece constantemente no material de divulgação. Em seus eventos de campanha, costuma aparecer com deputados e prefeitos aliados, como Evandro Leitão (PT), prefeito de Fortaleza. Os candidatos da chapa ao Senado são Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lind (Rede). Ciro, portanto, tem pedido votos que vão contra o irmão Cid, que concorre à reeleição ao Senado. Em seus eventos de campanha, o tucano tem aparecido sempre acompanhado de deputados oposicionistas e outras conhecidas figuras de oposição no estado. Os principais motes de campanha de Ciro são a segurança pública e a gestão de saúde, dois setores do governo Elmano que ele critica veementemente. Conforme a Quaest, a segurança é o tema que mais preocupa os cearenses. “Mudar o Ceará, mudar aquilo que precisa ser mudado com a prioridade necessária, a segurança pública, um novo projeto inteiro”, disse Ciro durante o primeiro ato oficial de campanha, em 16 de agosto, em Fortaleza. “Revolucionar a gestão da saúde. Antes de fazer prédio novo, você tem que fazer com que as coisas que estão aí funcionem”. Já a campanha de Elmano tem como mote, até agora, a criação de empregos e a interiorização da saúde. Ele também tem destacado que os indicadores de violência do Ceará em 2026 apresentaram forte redução. “Nós queremos priorizar segurança pública, saúde, priorizar o trabalho na área de emprego e, evidentemente, aumentar ainda mais a qualidade da educação do povo cearense, para oportunizar o nosso povo, ter uma mão de obra mais qualificada, nossa juventude entrando na universidade”, afirmou em evento no segundo dia de campanha. O cientista político Emanuel Farias afirma que a nacionalização da campanha é um dos movimentos claros do pleito - com Elmano tentando colar Ciro a Bolsonaro, e Ciro tentando se desvincular da imagem de bolsonarista, apesar de estar do lado do PL no Estado. “Esse é o objetivo da chapa governista, apostar na nacionalização. E isso o Elmano já fez no primeiro debate, mostrar aí que está com o Lula, ao passo que o Ciro estaria com os bolsonaristas. Então, essa será a aposta do governo. Se vai surgir resultado ou não, amanhã a gente tem que esperar a eleição chegar”, avalia o professor Emanuel Farias. A trajetória de Ciro O grupo político o qual Ciro e Elmano fizeram parte juntos, até 2022, nasceu em 2006, após a eleição de Cid para o Governo do Ceará. No entanto, a força política da família Ferreira Gomes vem de muito antes. O pai de Ciro e Cid, José Euclides Ferreira Gomes Júnior, foi prefeito de Sobral, uma das maiores cidades do Ceará, entre 1976 e 1983. Ciro foi eleito deputado estadual em 1982. Em 1988, ele concorreu à Prefeitura de Fortaleza, capital do estado, e foi eleito. À época, Ciro recebeu apoio do então governador Tasso Jereissati (PSDB), que havia chegado ao poder com a proposta de rompimento com o grupo político anterior, movimento chamado de “mudancismo”. Irmãos Ivo, Ciro, Lia, Lúcio e Cid Gomes. Dos cinco, quatro exercem ou exerceram mandatos políticos Reprodução/Redes sociais Ciro passou pouco tempo como prefeito de Fortaleza. Tomou posse em 1989 e, com o apoio do PSDB de Tasso, em 1990 concorreu ao governo do Ceará e foi eleito governador. Ciro permaneceu governador até 1994, quando foi indicado ministro da Fazenda do presidente Itamar Franco. Em 1998, Ciro concorreu pela primeira vez à Presidência da República. Em 2002, foi candidato de novo e ficou com 11,97% dos votos na eleição em que Lula ganhou seu primeiro mandato como presidente, o que teria efeitos também no cenário político do Ceará. Entre a década de 1980 e 2026, Ciro passou por diversos partidos: o PMDB, o PSDB, o extinto PPS, o PSB, o PROS (incorporado ao Solidariedade), o PDT e, desde 2025, está de volta ao PSDB. A trajetória de Elmano Nascido em Baturité, a 100 quilômetros de Fortaleza, Elmano conta que começou sua aproximação com a política na adolescência, após a cidade receber um padre que fazia o trabalho de evangelização e também de conscientização social de acesso a saúde, terra e direitos em geral. Aos 15 anos, em 1985, Elmano se mudou para Fortaleza para estudar, data em que, após anos de ditadura, as capitais puderam voltar a votar para prefeito. Naquela eleição, Maria Luíza Fontenele, então filiada ao PT, seria eleita a primeira mulher a governar Fortaleza, em uma eleição histórica que contou, inclusive, com participação de Lula. Elmano participou da mobilização de campanha de Maria Luíza e, em 1989, se filiou ao PT, partido no qual está até hoje. Formado em Direito, ele passou a advogar para o MST. Durante anos de militância, acabou por se aproximar de Luizianne Lins, então filiada ao PT, que se tornaria a segunda mulher eleita para governar Fortaleza. No segundo mandato de Luizianne Lins à frente da Prefeitura de Fortaleza, ele foi secretário municipal de Educação, entre 2011 e 2012. Em 2012, Luizianne escolheu Elmano para concorrer à Prefeitura de Fortaleza contra Roberto Cláudio, então apoiado por Cid Gomes. Elmano perdeu a eleição. Nos anos seguintes, Elmano virou deputado estadual e esteve na base dos governos do grupo Cid-Camilo na Assembleia Legislativa do Ceará. Ele nunca havia assumido um cargo no governo estadual até o racha em 2022, quando foi escolhido por Camilo para concorrer a governador do Ceará pelo PT. Acabou eleito no primeiro turno, derrotando Roberto Cláudio, que concorreu com apoio de Ciro. Formação do grupo O historiador Airton de Freitas, especialista em história do Ceará, destaca que o grupo Ferreira Gomes soube acompanhar, ao longo dos anos, as mudanças políticas no Ceará, como o início da era Tasso, o declínio do grupo dele e depois a ascensão do lulismo. “O grupo que mais tempo ficou à frente do governo do Ceará foi o grupo comandado por Tasso Jereissati, se você considerar os governos de Ciro e Lúcio Alcântara [ex-governador do Ceará, de 2003 a 2006]. E aí, os Ferreira Gomes, de novo uma grande capacidade de análise política, passaram a fincar sua base em um outro poder em ascensão. No começo do século XXI, Lula é eleito presidente, então foi muito importante para os Ferreira Gomes o lulismo, o petismo”, destaca Airton. Ciro e Cid foram responsáveis por tornar o clã Ferreira Gomes uma força política de nível estadual no Ceará Agência Câmara Após a eleição de Lula em 2002, Ciro e Cid se aproximaram do PT, tanto em Sobral, berço político da família, quanto no âmbito nacional. Ciro acabou se tornando ministro da Integração Nacional do primeiro governo Lula, em janeiro de 2003. Ele ficou no ministério de Lula até março de 2006, quando saiu para concorrer a deputado federal pelo Ceará e foi eleito como o deputado mais votado do estado. No mesmo ano, seu irmão Cid Gomes, então prefeito de Sobral, foi eleito governador do Ceará. No seu segundo mandato, Cid conseguiu emplacar Roberto Cláudio (então no PSB) prefeito de Fortaleza, expandindo a força do grupo. Airton destaca que, com o início do mandato de Cid no Ceará e Ciro em Brasília, formou-se uma dinâmica na qual Cid acabou por se tornar o articulador nato do grupo no estado, enquanto Ciro criou um perfil mais nacional. "Ciro acabou se tornando um quadro político nacional, tanto que várias vezes concorreu à presidência da República, e os contatos políticos no Estado ficaram a cargo de Cid. Cid é o homem dos contatos políticos no Estado, isso não tem a menor dúvida. Não por acaso, o PSB, que é o atual partido em que se encontra o Cid, tem a maioria das prefeituras do Ceará, que é um capital muito importante numa eleição", avalia Airton. Camilo, Roberto Cláudio, Ciro e Cid Gomes juntos durante campanha de reeleição de Roberto para a Prefeitura de Fortaleza, em 2016 Reprodução/Redes sociais Cid cumpriu dois mandatos como governador e se manteve sempre próximo às gestões de Lula e, na sequência, de Dilma Rousseff. Em 2015, no segundo mandato de Dilma, Cid foi nomeado ministro da Educação e Ciro presidente da Transnordestina. Ambos se opuseram ao impeachment de Dilma Rousseff. A aliança no âmbito nacional se refletia no Ceará: ao fim dos seus dois mandatos, nos quais governou com um amplo leque de partidos, Cid, então no PDT, escolheu como sucessor Camilo Santana, um membro do PT. Em 2018, porém, começou o distanciamento público de Ciro do PT. Ele concorreu pelo PDT à Presidência da República, contra Fernando Haddad (PT), escolhido por Lula. Na ocasião, criticou duramente a substituição de Lula por Haddad. Na época, o atual candidato à reeleição estava preso e teve a candidatura rejeitada pela Justiça Eleitoral. Ciro acabou ficando com 12,47% dos votos. Ele não se envolveu ativamente no segundo turno de Haddad contra Jair Bolsonaro, mas declarou voto no petista. Na ocasião, o então governador do Ceará Camilo Santana, filiado ao PT, mas membro do grupo de Ciro e Cid, também só declarou voto em Haddad no segundo turno. Ciro, Camilo, Ivo e Cid juntos durante campanha presidencial de Ciro em 2018 Sistema Verdes Mares O racha de 2022 Em 2022, a coesão do grupo Ferreira Gomes ruiu durante o processo de escolha do sucessor de Camilo. Bem avaliado, o petista deixou o cargo de governador em abril para concorrer ao Senado. Com a saída de Camilo, sua vice, Izolda Cela, então no PDT, assumiu o governo cearense. O grupo, então, havia estabelecido uma alternância informal que dividia o executivo entre o PT de Camilo e o PDT de Cid. Parte da aliança defendia que Roberto Cláudio, bem avaliado ex-prefeito de Fortaleza e então filiado ao PDT, era o melhor nome para disputar o governo do estado contra o Capitão Wagner (União), que aparecia à frente nas pesquisas. Ciro integrava este grupo. Outra parte da aliança defendia que Izolda teria o direito natural de concorrer à reeleição. Camilo e Cid integravam esta ala. Cid apoiava Izolda, mas não se envolveu na disputa local para não se opor publicamente a Ciro. Cid Gomes, Izolda Cela e Camilo Santana reunidos. Reprodução/Redes sociais O PDT acabou por escolher Roberto Cláudio, apoiado por Ciro, para concorrer ao Governo do Ceará, a contragosto do parceiro de aliança, o PT de Camilo Santana, que queria Izolda. A partir da decisão do PDT, o grupo rompeu. Com o apoio de Lula, Camilo lançou o então deputado estadual Elmano de Freitas (PT) contra Roberto Cláudio (então PDT, hoje União Brasil) de Ciro. Cid não se envolveu na campanha. De grupo aliado à oposição Desde o episódio do racha de 2022, Cid e Ciro romperam – os dois estão até hoje sem se falar. O racha, inclusive, chegou aos outros irmãos da família: o ex-prefeito de Sobral, Ivo Gomes, e o ex-secretário estadual de Infraestrutura, Lúcio Gomes, estão apoiando Ciro neste ano; a deputada estadual Lia Gomes está com Cid. O rompimento parcial do grupo em 2022 teve efeitos diretos nas eleições municipais de 2024. O então prefeito de Fortaleza, José Sarto, que havia sido eleito em 2020 pelo PDT com apoio de Ciro, Cid e Camilo, se viu em meio à cisão. O PT, que havia conseguido o governo do estado com Elmano, lançou candidato próprio à prefeitura, Evandro Leitão (PT). Ciro entrou em campo para apoiar Sarto. Camilo apoiou Evandro. Entre os dois, havia a candidatura do deputado federal André Fernandes (PL), uma das principais lideranças bolsonaristas do estado. Sarto acabou derrotado ainda no primeiro turno, e a eleição pela capital cearense terminou num segundo turno acirradíssimo entre PT e PL, com Evandro vencendo André por apenas 10 mil votos de diferença. Se a derrota de Sarto foi um revés para Ciro, o segundo turno das eleições teve o efeito de aproximar duas forças políticas até então distantes: os aliados de Ciro, como Roberto Cláudio e Sarto, fizeram alianças com expoentes do campo de direita do Ceará, como André Fernandes e Capitão Wagner (União). Capitão Wagner (União) e Ciro Gomes (PSDB) já foram adversários, mas se aproximaram nos últimos meses Divulgação Ao longo de 2025, o nome de Ciro, crítico vocal de Camilo Santana devido ao que chamou de “concentração de poder”, passou a ser ventilado por oposicionistas como um nome viável para disputar o governo do Ceará contra o grupo hoje no poder. Cid vai concorrer à reeleição como senador pela chapa de Elmano, enquanto Ciro vai enfrentar o antigo companheiro de grupo nas urnas. PL, Michelle e aceno à direita Em outubro de 2025, Ciro se filiou ao PSDB, partido pelo qual concorreu e foi eleito governador do Ceará, em 1990. Nos meses seguintes, nomes de oposição ao governo local passaram a articular apoios a ele. Uma das principais aproximações foi do PL, cujo presidente estadual é André Fernandes. André negociou o apoio do partido a Ciro, que já havia feito diversas críticas ao bolsonarismo, sob a justificativa de ser o melhor nome para derrotar o PT no Ceará. Em troca, o PL teria uma vaga ao Senado na chapa de Ciro. A aliança desagradou Michelle Bolsonaro, que se opunha tanto ao nome de Ciro por não o considerar de direita quanto ao acordo pelo Senado, uma vez que ela já havia anunciado o nome de Priscila Costa para concorrer pela vaga, e André Fernandes propunha o nome do seu pai, o deputado estadual Alcides Fernandes. A situação levou ao rompimento público entre Michelle e Flávio Bolsonaro neste ano, e à saída de Michelle do PL Mulher. Ao fim, o diretório nacional se posicionou, prevaleceu a aliança do PL com Ciro e Alcides foi o nome do partido para o Senado. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: Como racha de aliados levou Ciro e Elmano a lados opostos na disputa pelo governo do Ceará

FONTE: https://g1.globo.com/ce/ceara/eleicoes/2026/noticia/2026/08/22/como-racha-de-aliados-levou-ciro-e-elmano-a-lados-opostos-na-disputa-pelo-governo-do-ceara.ghtml


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