Mais mulheres procuram MPCE após prisão de médico por suspeita de assédio sexual em Quixadá
31/01/2026
(Foto: Reprodução) MPCE recebe novas denúncias contra médico preso por assédio
Após divulgação do caso de um médico e ex-professor universitário preso suspeito de assediar sexualmente aluna em Quixadá, no interior do Ceará, pelo menos, 4 mulheres procuraram o Ministério Público do Ceará (MPCE) para dar depoimentos.
A informação foi confirmada pelo MP ao g1 na manhã deste sábado (31). O órgão ressalta que ainda vai ouvir cada uma e apurar os relatos em sigilo.
(CORREÇÃO: O g1 errou ao afirmar que o médico foi preso suspeito de abusar sexualmente de uma aluna no Ceará. Na verdade, ele foi preso suspeito de assediar sexualmente a aluna. A informação foi corrigida às 15h33 deste sábado, 31 de janeiro).
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Já a defesa de Yuri Portela, suspeito de assédio sexual e violência psicológica contra uma aluna de uma faculdade particular do município, disse que, até o presente momento, "não teve acesso a qualquer procedimento ou processo que eventualmente tramite no âmbito do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) referente a supostas novas denúncias divulgadas pela imprensa". Veja o que diz a nota:
"Dessa forma, não há, neste momento, elementos formais que permitam à defesa prestar esclarecimentos adicionais sobre tais notícias. A defesa informa que tão logo seja franqueado o acesso aos autos pelo Ministério Público, analisará o conteúdo e apresentará posicionamento técnico adequado sobre os fatos. Por fim, ressalta-se que toda e qualquer manifestação responsável deve observar a presunção de inocência, princípio constitucional que rege o Estado Democrático de Direito".
Entenda
Médico e ex-professor universitário é preso suspeito de assediar sexualmente aluna no Ceará.
Redes sociais/Reprodução
Yuri Portela, médico e ex-professor universitário, foi preso na quinta-feira (29) suspeito de assédio sexual e violência psicológica contra uma aluna. Ele foi detido em Quixadá, no interior do Ceará, onde os crimes teriam ocorrido. Yuri lecionava em uma faculdade particular do município.
A ordem de prisão considerou indícios de que o investigado, enquanto docente em instituição de ensino superior local, utilizava sua posição para constranger a aluna a manter relações de cunho sexual, oferecendo vantagens acadêmicas, como acesso a avaliações e pontos em trabalhos.
Como denunciar violência sexual?
Importunação sexual: saiba como buscar ajuda
O primeiro passo é procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher, que atende casos de violência sexual e psicológica ou mesmo a delegacia mais próxima. A realização do boletim de ocorrência pode ser feita presencialmente ou, em algumas situações, pela Delegacia Eletrônica.
Além disso, a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, oferece orientações e pode encaminhar a vítima ao serviço mais próximo. Outra opção é buscar diretamente a Defensoria Pública do Estado (DPCE), que possui o NUDEM. O núcleo atua na solicitação de medidas protetivas, atendimento judicial e extrajudicial, além de apoio psicossocial, visando ao rompimento desse ciclo de violência.
As vítimas de importunação sexual podem recorrer a diferentes tipos de provas para fortalecer a denúncia. Testemunhos de terceiros, imagens de câmeras de segurança, gravações de áudio e mensagens de texto são exemplos que podem ser usados no processo.
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