Três parlamentares têm prisão decretada em operação que investiga ação de grupo criminoso nas eleições de Sobral
11/08/2026
(Foto: Reprodução) Operação investiga influência do crime organizado nas eleições em Sobral
Três parlamentares tiveram a prisão preventiva decretada e foram afastados dos cargos por 180 dias durante uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (11). A ação investiga a suposta influência de uma organização criminosa nas eleições municipais de Sobral em 2024 e no processo eleitoral de 2026.
Ao todo, a operação tem por objetivo cumprir 25 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de prisão preventiva e 5 medidas de afastamento cautelar de cargos públicos. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza.
Os nomes dos alvos não foram divulgados. A Operação Omertá é comandada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), pelo Ministério Público Eleitoral, por meio da 3ª Promotoria Eleitoral, e pelo Grupo Auxiliar Eleitoral (GAEL).
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Os crimes investigados são:
integrar organização criminosa,
domínio social estruturado,
extorsão, na modalidade conhecida como "pedágio eleitoral"
corrupção eleitoral,
impedimento ou embaraço à propaganda eleitoral,
lavagem de dinheiro.
Segundo a polícia, um advogado também está entre os alvos. Ele é suspeito de integrar a estrutura da organização criminosa, exercendo funções relacionadas ao núcleo de liderança e de execução de ordens voltadas à interferência no processo eleitoral.
Dois agentes públicos também tiveram o afastamento decretado por 180 dias.
Operação cumpre diversos mandados em Sobral
Divulgação/ PF
Buscas e apreensões de aparelhos celulares, documentos e outros materiais também integraram a ação. A operação também aplicou medidas cautelares, como a proibição do contato entre investigados e testemunhas.
Outra medida cautelar é para que a Câmara Municipal de Sobral apresente uma relação completa dos ocupantes de cargos comissionados, funções de confiança e contratados temporários vinculados à Casa, segundo a Polícia Federal.
As ordens judiciais foram expedidas a partir de representação conjunta da FICCO/CE, da 3ª Promotoria Eleitoral e do GAEL. A investigação segue sob segredo de justiça.
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