12 de julho de 2018 às 15:56

Em carta a Trump, Kim pede 'ações concretas' para fortalecer relação

O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou nesta quinta-feira (12) uma carta "muito legal" enviada por Kim jong-un, em que o ditador da Coreia do Norte expressa otimismo sobre um "novo futuro" entre os dois países mas pede "ações concretas" para gerar co

O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou nesta quinta-feira (12) uma carta "muito legal" enviada por Kim jong-un, em que o ditador da Coreia do Norte expressa otimismo sobre um "novo futuro" entre os dois países mas pede "ações concretas" para gerar confiança.

"Uma nota muito legal do líder Kim Jong-un", afirmou Trump nas redes sociais junto com uma cópia da carta, datada de 6 de julho â?”mesmo dia em que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, chegou a Pyongyang para conversas com o regime norte-coreano.

"Um grande progresso está sendo feito!", acrescentou Trump. 

Na carta, Kim diz a Trump que está convencido de que os esforços mútuos rumo a um "novo futuro" entre Coreia do Norte e EUA seguramente chegarão a um bom resultado e se mostra confiante de que a cúpula de Cingapura, onde ambos se reuniram há cerca de um mês, tenha sido o início de um processo "significativo". 

"Agradeço profundamente os esforços enérgicos e extraordinários realizados por Sua Excelência Senhor Presidente para a melhora das relações entre os dois países e a implementação fiel da declaração conjunta", diz Kim na carta.

Kim também expressou sua esperança de que "a invariável confiança e a convicção" em Trump "se fortaleçam ainda mais no processo futuro de tomar ações concretas".

Pompeo viajou a Pyongyang na semana passada, numa tentativa de avançar nos compromissos de desnuclearização assumidos durante a cúpula histórica de Cingapura.

Mas a Coreia do Norte vê a desnuclearização como um longo processo de desarme multilateral em toda a península da Coreia e não como um desmantelamento unilateral de seu arsenal nuclear. 

Em declarações em Tóquio, Pompeo insistiu em que as conversas ocorrem em "boa fé", mas Pyongyang advertiu que o futuro do processo estava em perigo pelas demandas excessivas dos EUA.  

Fonte: FOLHA

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